1 de junho de 2018

Plutão pode ter se originado a partir de vários cometas


Pesquisadores analisaram dados coletados em missões espaciais e descobriram que o planeta-anão contém tanto nitrogênio quanto um possível congregado de cometas deveria ter
Desde o rebaixamento à “planeta anão”, conferido pela União Astronômica Internacional (IAU) em agosto de 2006, as facetas de Plutão vêm sendo estudadas e desvendadas pela comunidade científica mundial. Dessa vez, a nova teoria é que Plutão foi formado a partir da junção de vários comentas. 

Isso é o que sustenta o recente estudo realizado por pesquisadores do centro Southwesr Research Institute, no Texas (EUA), realizado a partir da junção de dados coletados pela missão espacial New Horizons, da NASA, e das informações colhidas pela sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA). 

“Desenvolvemos o que chamamos de ‘modelo cosmoquímico do cometa gigante’ da formação de Plutão”, disse o cientista Christopher Glein, da divisão de ciência espacial e engenharia do Southwesr Research Institute.
ein e seu grupo estudaram a grande geleira Sputnik Planitia, na superfície de Plutão.

“Nós encontramos uma consistência intrigante entre a quantidade estimada de nitrogênio dentro do glaciar e a quantidade que seria esperada caso Plutão fosse formado por um aglomerado de um bilhão de cometas ou outros objetos do Cinturão de Kuiper com composições químicas similares”, afirmou Glein em comunicado à imprensa.

Além do modelo de cometa, os cientistas também investigaram um possível modelo solar. Nesse caso, Plutão teria se formado a partir de gelo que teria uma composição química mais próxima da do Sol.

Durante o estudo, os pesquisadores precisaram analisar a presença de nitrogênio em Plutão – em sua atmosfera e em suas geleiras – e o quanto esse elemento volátil poderia ter vazado para o espaço ao longo do tempo.

Para tanto, eles precisaram combinar a proporção de monóxido de carbono com a de nitrogênio em Plutão para obter uma visão mais completa – e foi assim que descobriram que a baixa abundância do gás CO no planeta-anão está associada a camadas de gelo na superfície e até à destruição de água líquida.

“Nossa pesquisa sugere que composição química inicial de Plutão, herdada de blocos de cometas, foi quimicamente modificada pela água líquido, talvez até mesmo em um oceano subterrâneo”, indicou Glein.

O grupo não descarta a necessidade de se estudar melhor os dois modelos possíveis no futuro, especialmente o solar, que ainda está com muitas questões em aberto.

“Essa pesquisa foi construída a partir do sucesso fantástico das missões New Horizons e Rosetta, feitas para expandir nossa compreensão acerca da origem e evolução de Plutão”, disse Glein.

“Usando a química como uma pista, somos capazes de traçar certas características que observamos hoje em Plutão com processos de formação que ocorrem há tempos atrás. Isso nos leva a uma nova apreciação da riqueza da ‘história de vida’ de Plutão que estamos começando a entender agora”, completou.

As descobertas do grupo foram publicadas no periódico impresso Icarus e podem ser lidas no portal arXiv.
Fonte: GALILEU


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