Telescópio James Webb descobre fusão de cinco galáxias no universo muito jovem
O Telescópio Espacial James Webb (James Webb) revelou uma descoberta impressionante que está mudando nossa compreensão sobre como as galáxias se formaram nos primeiros tempos do universo
Esta imagem do James Webb mostra
as cinco galáxias interagindo, circuladas em laranja pontilhado. O quinteto foi
descoberto interagindo e colidindo apenas 800 milhões de anos após o Big Bang.
Novas pesquisas também mostraram que a colisão estava espalhando elementos
pesados “”para o entorno. Crédito da imagem: Hu et al. 2025 NatAstr
Astrônomos identificaram um
sistema raro chamado James Webb”s Quintet (ou Quinteto do James Webb), onde
pelo menos cinco galáxias estão colidindo e se fundindo entre si quando o
universo tinha apenas cerca de 800 milhões de anos de idade – isso corresponde
a um redshift de 6.7, ou seja, estamos vendo a luz que viajou bilhões de anos
para chegar até nós.
O que torna essa observação tão
surpreendente é que, segundo as ideias anteriores, fusões de galáxias no
universo primordial deveriam ser bem mais simples, geralmente envolvendo apenas
duas ou três galáxias. Ninguém esperava um evento tão complexo e com tantas
participantes tão cedo na história cósmica. O pesquisador principal, Dr. Weida
Hu, da Texas A&M University, explicou que “uma fusão envolvendo um número
tão grande de galáxias não era esperada tão cedo, quando se pensava que as
interações eram mais simples”.
Essas cinco galáxias estão muito
próximas umas das outras em termos cósmicos, ocupando uma região compacta de
apenas alguns milhares de anos-luz. Juntas, elas formam estrelas a uma taxa
altíssima, cerca de 250 massas solares por ano – um ritmo frenético que se
explica pela abundância de gás puro e rico disponível na época. Durante a
colisão, forças gravitacionais intensas e choques entre o material das galáxias
aquecem o gás, ionizando átomos de oxigênio e espalhando elementos pesados
(metais, na linguagem astronômica) para regiões mais distantes, criando uma
enorme nuvem gasosa rica em oxigênio que envolve e conecta quatro das galáxias.
As imagens capturadas pelo
instrumento NIRCam do James Webb mostram claramente as galáxias interagindo,
marcadas por círculos laranja pontilhados, e revelam essa nuvem estendida de
gás ionizado. Essa dispersão de elementos químicos para o meio ao redor das
galáxias ajuda a enriquecer o ambiente cósmico, preparando o terreno para a
formação de novas estrelas e estruturas maiores.
Essa descoberta explica outro
mistério recente do James Webb: a existência de galáxias massivas e já
“quietas? (com pouca formação de estrelas) observadas quando o universo tinha
entre 1 e 1,5 bilhão de anos. Essas galáxias parecem ter formado estrelas depressa
demais para crescerem sozinhas, isoladas. O Quinteto do James Webb mostra um
caminho possível: fusões múltiplas e violentas aceleram o crescimento,
concentram massa e espalham materiais, levando a sistemas mais massivos em
pouco tempo.
Como destacou o coautor Dr. Casey
Papovich, “ao mostrar que um sistema complexo impulsionado por fusões existe
tão cedo, isso nos diz que nossas teorias sobre como as galáxias se montam – e
com que rapidez – precisam ser atualizadas para combinar com a realidade”.
Publicado na revista “Nature Astronomy”, o estudo demonstra mais uma vez o
poder do James Webb em revelar surpresas sobre os primórdios do universo,
provando que o cosmos era muito mais agitado e dinâmico logo após o Big Bang do
que imaginávamos.
Terrarara.com.br

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