Asteroide Bennu tem data prevista de possível colisão e energia igual a 22 bombas nucleares
Cientistas
mantêm sob vigilância o asteroide Bennu, considerado um dos objetos espaciais
com maior potencial de risco para a Terra. Monitorado desde 1999, ele voltou a
despertar preocupação após novos cálculos alertarem para um possível impacto em
meados de 2182.
Asteroide Bennu sob vigilância: risco de impacto em 2182 (Foto: Instagram) © JETSS
O corpo celeste possui uma probabilidade de colisão estimada em 1 em 2.700 (aproximadamente 0,037%), com data indicada para 24 de setembro de 2182. Apesar de remota, essa possibilidade tem levado a comunidade científica a aprofundar seus estudos sobre cenários de impacto.
De
acordo com pesquisadores internacionais, caso a colisão ocorra, a energia
liberada equivaleria a cerca de 22 bombas nucleares, com potencial de gerar
danos globais significativos. Essa estimativa levou especialistas a avaliar os
efeitos sobre áreas habitadas e regiões oceânicas.
Bennu
possui cerca de 500 metros de diâmetro e aproxima-se da Terra a cada seis anos.
Para compreender melhor suas características, a NASA lançou a missão
OSIRIS-REx, que capturou amostras do asteroide e as trouxe à Terra em 2023.
Atualmente
em análise, os materiais coletados têm fornecido informações valiosas sobre a
composição de Bennu. A partir desses dados, cientistas pretendem desenvolver
tecnologias de defesa planetária capazes de desviar objetos que representem
ameaça futura.
Simulações
climáticas indicam que um impacto com Bennu poderia lançar centenas de milhões
de toneladas de poeira e partículas na atmosfera, bloqueando a luz solar. Esse
fenômeno, conhecido como “inverno de impacto”, provocaria queda prolongada das
temperaturas e redução das chuvas.
Os
modelos apontam que a temperatura média global poderia cair até 4°C,
comprometendo severamente a produção de alimentos devido à queda na
fotossíntese em plantas terrestres e marinhas. Além disso, especialistas
destacam o risco de tsunamis gigantescos, terremotos, ondas de choque e danos à
camada de ozônio em caso de colisão com o oceano.
Mesmo
diante de cenários catastróficos, a NASA reforça que não há ameaça imediata à
Terra. O monitoramento constante de Bennu permite atualizar trajetórias e
probabilidades, enquanto agências espaciais mantêm programas de defesa
planetária para preparar eventuais respostas a riscos do tipo.
Msn.com

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