Astrônomos detectam 161 novas colisões de buracos negros

 Astrônomos acabam de anunciar um avanço impressionante na observação do universo: foram identificadas 161 novas colisões de buracos negros, elevando o total de eventos detectados para 390 

O Observatório de Raios-X Chandra da NASA ajudou a identificar dois pares de galáxias anãs em vias de se fundir. 

Essa atualização, chamada de GWTC-5, representa um marco importante na astronomia de ondas gravitacionais e abre uma janela cada vez mais clara para os eventos mais violentos do cosmos.

Os sinais foram captados entre abril de 2024 e janeiro de 2025 pelos observatórios LIGO, Virgo e KAGRA, que trabalham juntos na colaboração LVK. Graças ao aumento da sensibilidade dos detectores, o ritmo de descobertas cresceu muito: agora, durante os períodos de observação, o sistema registra de três a quatro eventos por semana.

Desde a primeira detecção histórica, em 2015, os cientistas aprimoraram os instrumentos e as análises de dados. Hoje, é possível extrair informações incríveis a partir de vibrações minúsculas no espaço-tempo, menores que o tamanho de um átomo.

Entre as novidades mais empolgantes está o evento GW240615, que permitiu a localização mais precisa já feita de uma fonte de onda gravitacional, reduzindo a área possível no céu para apenas 6 graus quadrados. Dois buracos negros de cerca de 26 e 30 massas solares se fundiram a mais de 3 bilhões de anos-luz da Terra. Outro destaque é o sinal mais claro e “alto? já registrado, o GW250114, com uma relação sinal-ruído de 76,9.

Esse evento permitiu o teste mais preciso da Teoria da Relatividade de Einstein até hoje e confirmou a famosa Teoria das Áreas de Stephen Hawking: a área do horizonte de eventos dos buracos negros sempre aumenta após a fusão, respeitando as leis da termodinâmica. Além disso, há evidências de buracos negros de “segunda geração”, formados não diretamente de estrelas, mas da fusão anterior de outros buracos negros. Dois eventos detectados em outubro e novembro de 2024 mostram características de spin que sugerem essa origem, provavelmente em aglomerados estelares densos.

Com centenas de eventos catalogados, os cientistas agora conseguem estudar populações inteiras de buracos negros, entender melhor como eles se formam, medir com mais precisão a expansão do universo e mapear caminhos de formação que vão além das estrelas binárias tradicionais.

Essa avalanche de dados promete revolucionar nosso entendimento sobre o universo, e os próximos anos, com detectores ainda mais sensíveis, trarão descobertas ainda mais surpreendentes.

Terrarara.com.br

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