'Nó' de energia no limite do do Sistema Solar foi desatado, diz mapa

                          Reconstituição da faixa de átomos detectada no céu pela sonda Ibex.Reprodução/Nasa
Detectores a bordo da Ibex captam átomos neutros emitidos a partir da fronteira do Sistema Solar
Um "nó" descoberto tempos atrás na faixa de átomos neutros que emanam do limite entre o Sistema Solar e o restante da galáxia parece ter se desatado, de acordo com artigo publicado pelo periódico científico Journal of Geophysical Research.
Pesquisadores acreditam que a faixa, revelada inicialmente em mapas produzidos pela sonda Explorador da Fronteira Interestelar, ou Ibex, forma-se em resposta às interações entre o espaço interestelar e a heliosfera, a bolha protetora criada pelo Sol e na qual residem a Terra e os demais planetas.
Detectores a bordo da Ibex captam átomos neutros emitidos a partir da fronteira do Sistema Solar e lançados na direção dos planetas. Os instrumentos usam a informação para criar mapas completos da região limítrofe a cada seis meses. Análises do primeiro mapa, divulgado no início do ano, indicavam que a faixa é controlada pela direção do campo magnético interestelar, fora da heliosfera.
Esse campo influenciaria a estrutura da heliosfera mais do que os cientistas imaginavam até então.
A figura, semelhante a um nó, que aparecia na parte norte da faixa de emissão, no primeiro mapa, destacava-se do restante da faixa como a característica mais marcante entre as fontes de emissão de alta energia. Já o segundo mapa, divulgado nesta semana, mostra que, embora a estrutura em larga escala da faixa tenha se mantido, no geral, estável, as regiões polares apresentam menos emissões e o nó se "desatou", perdendo 30% de sua intensidade e se espalhando por outras latitudes.
"Estamos assistindo ao nó se desfazer à medida que se espalha por uma região da faixa", disse o pesquisador David J. McComas, principal investigador do Ibex. "Até hoje os cientistas não conseguem chegar a um acordo sobre o que causa o nó na faixa, mas comparando diferentes mapas descobrimos que a região está mudando em períodos relativamente curtos. Agora, temos de descobrir o motivo".
Fonte:ESTADÃO

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