Astrônomos podem ter descoberto um dos elos perdidos na evolução das galáxias

Uma equipe internacional de astrônomos, liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst, anunciou uma descoberta que pode preencher uma importante lacuna na compreensão de como as galáxias evoluíram ao longo da história do universo

Dezoito das galáxias empoeiradas e formadoras de estrelas recentemente descobertas (em vermelho) se formaram há quase 13 bilhões de anos. Crédito: UMass Amherst 

Eles identificaram uma população de galáxias muito antigas, cheias de poeira e ainda ativas na formação de estrelas, que existiam quando o universo tinha apenas cerca de 1 bilhão de anos de idade – ou seja, aproximadamente 12,7 bilhões de anos atrás.

Essas galáxias representam um momento de transição crucial. Elas conectam duas fases já conhecidas da vida galáctica: de um lado, as galáxias extremamente distantes e brilhantes, detectadas recentemente pelo Telescópio Espacial James Webb (James Webb), que surgiram ainda mais cedo, cerca de 500 milhões de anos após o Big Bang; do outro, as galáxias “quiescentes”, que já haviam parado de formar estrelas de maneira intensa cerca de 2 bilhões de anos após o início do universo. Até agora, faltava exatamente esse “elo perdido? intermediário: galáxias massivas, ricas em metais e poeira, mas ainda em plena atividade de criação estelar nessa época intermediária.

O que torna essa descoberta especial é que essas galáxias são difíceis de observar com telescópios comuns, pois a enorme quantidade de poeira cósmica absorve a luz visível e ultravioleta que elas emitem. Para detectá-las, os pesquisadores usaram o poder do ALMA, o grande conjunto de antenas no deserto do Atacama, no Chile, que capta a radiação infravermelha liberada quando a poeira é aquecida pelas estrelas jovens.

Eles observaram cerca de 400 galáxias brilhantes e empoeiradas com o ALMA e, depois, refinaram a busca com imagens do James Webb no infravermelho próximo, chegando a cerca de 70 candidatas mais fracas e, na maioria, nunca vistas antes. Ao combinar e “empilhar? os dados do ALMA, a equipe confirmou que essas galáxias realmente pertencem a essa época tão remota.

Essa revelação sugere que a formação intensa de estrelas – e o crescimento rápido de galáxias massivas – aconteceu mais cedo do que muitos modelos teóricos previam. Se confirmada em estudos futuros, a descoberta indica que nossas ideias atuais sobre a história cósmica precisam ser ajustadas, pois mostra que estruturas complexas e ricas em elementos pesados já existiam quando o universo era ainda muito jovem. Em resumo, essas galáxias empoeiradas e ativas atuam como uma ponte essencial, ajudando a explicar como as galáxias passaram de objetos brilhantes e caóticos no início do cosmos para as estruturas mais calmas e evoluídas que vemos hoje.

Terrarara.com.br

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