Restos de Supernovas

A Nebulosa do Caranguejo, o que resta de uma supernova observada pelos Chineses no ano 1054 e provavelmente também pelos Índios Anasazi.Crédito: Equipa FORS, telescópio de 8.2m do VLT, ESO
Um resto de supernova é constituído por materiais deixados para trás por uma gigantesca explosão de uma estrela numa supernova. Existem dois possíveis caminhos para este fim: ou uma estrela massiva cessa de gerar energia de fusão no seu núcleo, e colapsa para dentro sobre a força da sua própria gravidade, ou uma anã branca pode acumular material de uma estrela companheira até que atinge uma massa crítica, ocorrendo uma explosão termonuclear. De qualquer caso, a explosão de supernova resultante expele muito do ou a quase totalidade do material estelar com grande força. No caso de uma explosão de uma estrela massiva, o núcleo da estrela colapsa tão rapidamente que forma uma espécie de matéria extremamente compacta. Este objecto compacto, que pode ser uma estrela de neutrões ou um buraco negro, é denominado resto de supernova compacto. Para ambos os progenitores massivos e anãs brancas estelares, as camadas exteriores da estrela serão expulsas pela força da explosão, formando uma nuvem de gás e poeira. A onda de choque e o material ejectado desta explosão, e o material interestelar que limpa pelo seu caminho, é chamada resto de supernova difuso. Talvez o mais famoso e melhor observado resto de supernova seja SN 1987A, um recém-formado resto de supernova na Grande Nuvem de Magalhães. Outras conhecidas são a Nebulosa do Caranguejo, o que resta de uma supernova (que ocorreu no 1054); Tycho, um resto de supernova com o nome de Tycho Brahe, que registou o brilho da sua explosão original (em 1572), e o resto de supernova de Kepler (SN 1604), com o nome de Johannes Kepler.

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