N44: a complexa nebulosa de emissão sob a lente de Don Goldman

A nebulosa de emissão N44 - Crédito©: Don Goldman, Macedon Ranges Observatory
Um verdadeiro complexo, a nebulosa de emissão, N44 tem 1.000 anos-luz de diâmetro. Brilhando nos céus do hemisfério sul, um habitante da nossa galáxia satélite, a Grande Nuvem de Magalhães, 170.000 anos-luz de distância da Terra. Ventos estelares e radiação intensa originada nas luminosas, quentes e jovens estrelas da N44 excitam e talham filamentos e torrentes de gás nebular brilhante. Além disso, as supernovas (as explosões mortais das estrelas massivas de vida curta) também contribuíram para suas enormes bolhas em expansão.
O aglomerado de estrelas jovens visto próximo ao centro da N44 fica dentro de uma superbolha de 250 anos-luz de diâmetro.
Esta visão detalhada em cor-falsa da estrutura intrincada codifica as linhas de emissão do espectro dos gases aquecidos que contem hidrogênio, oxigênio, e enxofre vistos aqui nas tonalidades desde o azul até o verde.

Gemini mosta a ‘caverna cósmica’ em detalhes
N44 e sua 'caverna cósmica' com 250 anos-luz de diâmetro, fotografada pelo telescópio de 8 metros Gemini em Cerro Pachon no Chile.
O que criou este gigantesco buraco? A vasta nebulosa de emissão N44 na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães tem uma gigantesca (250 anos-luz) estrutura que lembra uma ‘caverna espacial’ e os astrônomos tem se perguntado quais as causas deste fenômeno. Uma possibilidade se relaciona com os ventos de partículas expelidos pelas massivas estrelas no interior desta bolha que empurram para fora o gás aquecido e brilhante. Entretanto esta possibilidade foi recentemente considerada inconsistente com as medições do vento estelar…
Outra causa possível está associada às conchas de gás que se originaram em antigas supernovas e que esculpiram esta incomum ‘caverna espacial’.
Uma pista inesperada surgiu quando se detectou gás aquecido emitindo raios-X escapando da superbolha N44. A imagem acima, digitalmente enriquecida, foi tomada em três cores distintas através do majestoso telescópio de 8-metros Gemini em Cerro Pachon no Chile.
        ESO mostrou esta bela imagem da N44 em 2003 obtida através do instrumento Wide-Field-Imager do telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile.

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