Astrônomo brasileiro trabalha para comprovar Época da Reionização

Reionização do universo

A revista Science publicou nesta sexta-feira o artigo "Uma pista local para a reionização do universo" que trata da observação do vazamento de fótons ultravioleta de alta energia de uma galáxia próxima à Via Láctea.

Diagrama esquemático de uma região de formação de estrelas similar à galáxia J0921+4509, objeto deste estudo.  [Imagem: Borthakur et al. - 10.1126/science.1254214]

O pesquisador Roderik Overzier, do Observatório Nacional (ON/MCTI), é um dos quatro autores do artigo. Trata-se de um fenômeno previsto, até então, apenas em modelos teóricos, que teria acontecido na "Época da Reionização", quando as primeiras galáxias foram formadas, entre 400 milhões e 950 milhões de anos após o Big Bang. "Nossas observações com o Telescópio Espacial Hubble mostram que, nessa galáxia [J0921+4509], novas estrelas estão sendo formadas em taxa tão intensa que o material que normalmente bloqueia os fótons de alta energia é removido por ventos e explosões fortes," conta Overzier. "Assim, a radiação ultravioleta escapa da galáxia. Isso nunca foi observado antes," completa ele.

Época da Reionização

A Época da Reionização começou após o que se conhece por "Era das Trevas", que durou de 380 mil anos até 400 milhões de anos após o Big Bang. Depois da luz inicial, uma névoa de gás hidrogênio neutro preencheu o universo. Produzidos por estrelas jovens e massivas, os fótons ultravioleta de alta energia foram responsáveis por ionizar todo o gás hidrogênio que ocupa o espaço entre as galáxias. Mas até agora não se compreendia como isso poderia ter acontecido se, em condições normais, esses fótons não escapam das galáxias.

"A galáxia deste estudo é muito semelhante às galáxias da fase inicial do universo. Então, essa descoberta demonstra pela primeira vez como o processo de reionização do universo pode ter acontecido", explica o pesquisador. "Nossa teoria é que as primeiras gerações de galáxias no universo também produziram ventos fortes e explosões que levaram à fuga dos fótons necessários para a reionização. Isso, porém, ainda precisa ser comprovado, observando diretamente galáxias no início do universo. Vai ser muito difícil, mas nosso estudo tem dado pistas muito importantes sobre como fazê-lo," concluiu o pesquisador.
Fonte: Inovação Tecnológica

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